Em anexo envia-se o Projecto de Lei do Bloco de Esquerda que deu entrada hoje na Assembleia da República, sobre o preços dos combustíveis.
INTRODUZ MEDIDAS DE TRANSPARÊNCIA E ANTI-ESPECULATIVAS NA FORMAÇÃO DOS PREÇOS DE COMBUSTÍVEIS
Exposição de motivos
Os combustíveis são, reconhecidamente, bens estratégicos e fundamentais para o bom funcionamento de qualquer economia. A história e a crise recente ilustram de forma bastante clara as consequências danosas do total descontrolo e da escalada repentina dos preços dos combustíveis. Do mesmo modo, os aumentos recentes observados nos mercados internacionais têm gerado alguma confusão sobre os mecanismos de transmissão destes custos e da formação de preços ao consumidor. A falta de transparência neste mercado tem reflectido efeitos extremamente nocivos para toda a economia.
Os combustíveis serão sempre caros. Tratando-se de um produto raro e em vias de esgotamento, é evidente que o preço do petróleo tenderá a subir historicamente, tanto mais que a sua procura é inflacionada pelo desenvolvimento das economias emergentes. Acresce que o preço deve igualmente induzir uma racionalidade ambiental, favorecendo a substituição dos combustíveis fósseis por energias alternativas. Em Portugal, dado não haver produção de petróleo, a vulnerabilidade à flutuação dos preços é por tudo isso mais acentuada do que noutros países.
No entanto, o factor determinante para a escalada dos preços tem sido a sua liberalização. O fracasso da liberalização do mercado de combustíveis é evidente. O que este processo permitiu foi o curso livre à especulação, dado que a procura é rígida e reage pouco ao aumento dos preços, determinado em mercados oligopolizados e portanto em que a oferta determina o preço.
De facto, ao analisar-se a composição do preço dos combustíveis, verifica-se que apenas uma pequena parte deste reflecte o aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais. Não obstante, é esse aumento do petróleo que é usado como argumento para justificar os elevados e constantes aumentos do preço de venda dos combustíveis.
Assim sendo, torna-se necessário abolir a liberalização e instituir um mecanismo anti-especulativo de formação de preços. Os dados são claros e demonstram que o preço dos combustíveis, sem impostos, foi mais caro em Portugal do que a média da União Europeia em todos os meses de 2010. É necessário acabar com esta especulação.
Não pretende o Bloco de Esquerda substituir a liberalização por um sistema de preços tabelados, que obrigasse o Estado a compensar as empresas distribuidoras e portanto a transferir receitas orçamentais, financiadas por impostos pagos por todos os contribuintes, para um subsídio às empresas e aos automobilistas. Essa estratégia da tabulação de preços fracassou e é errada.
O Bloco de Esquerda, com este projecto de lei, pretende reorientar a política energética e a determinação de preços num sentido distinto. É o mercado internacional que fixa o preço do crude ou do combustível importado. Portanto, o consumidor será permanentemente influenciado por essa evolução. Mas, é necessário criar transparência na formação do preço que termine com a especulação e isso só é possível pela comparação com os preços noutros países europeus. É necessário olhar para os preços médios sem impostos de um conjunto de países de União Europeia e utilizar essa informação como valor máximo do preço dos combustíveis sem impostos em Portugal. Por outro lado, esta formação de preço levará a uma estabilidade semanal dos preços dos combustíveis.
A variação do preço de venda ao público dos combustíveis fica assim menos exposta às oscilações do preço do petróleo nos mercados internacionais. Este factor acaba por conferir uma maior estabilidade nos preços de venda ao público dos combustíveis, protegendo os consumidores contra potenciais especulações na formação dos mesmos.
A definição de preço máximo unitário de venda ora proposta visa conferir transparência ao mercado de combustíveis. Dota-se ainda o Estado de um mecanismo fundamental de coordenação e supervisão num sector estratégico e fundamental como o dos combustíveis.
As principais alterações introduzidas por este projecto de lei são assim as seguintes:
1. o preço de base é determinado pelo preço médio de um conjunto de países europeus;
2. o preço será fixado uma vez por semana, promovendo maior estabilidade para os consumidores;
3. todo o processo de formação de preços é definido, sendo escrutinável e insusceptível de ser viciado por estratégias especulativas;
4. são introduzidas duas medidas anti-especulativas e anti-inflacionárias, além da imposição do euro como moeda de referência:
a) nenhum aumento semanal se pode desviar em mais de 2% da média dos preços médios europeus nas três semanas anteriores;
b) o preço é comparado com um cabaz de preços de mercados europeus comparáveis com o português e, no caso em que o preço obtido se desvia em mais de 2% do preço desse cabaz, é exigida a homologação pelo Ministério da Economia;
Assim, e nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, as Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda apresentam o seguinte Projecto de Lei:
Artigo 1.º
Definição do preço dos combustíveis
1 - O preço máximo unitário de venda ao público (PMVP) da gasolina e do gasóleo é fixado pela aplicação da seguinte fórmula:
PMVP = PE + CS + ISP + IVA
em que:
a) PMVP representa o preço unitário máximo de venda ao público;
b) PE representa o valor do Preço Europa sem taxas, resultante da média dos preços antes de impostos nos 14 países da União Europeia em que os produtos sejam idênticos aos comercializados no mercado nacional;
c) CS representa o custo de armazenamento obrigatório, nos termos do artigo 4º;
d) ISP representa o valor obtido com a aplicação taxa unitária do imposto sobre os produtos petrolíferos abrangidos por esta lei;
e) IVA representa o valor obtido com a aplicação taxa unitária do imposto sobre o valor acrescentado.
2 - Para efeitos do número anterior, o conjunto de países a usar à data da entrada da presente lei são a Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Suécia e Reino Unido.
3 - Todos os preços a que se refere esta lei são considerados em euros.
Artigo 2.º
Definição de preços máximos de venda ao público
1 - Os preços máximos de venda ao público são fixados por portaria do Ministério da Economia de 7 em 7 dias, à segunda-feira, sempre que se registe uma variação positiva ou negativa do preço máximo em vigor, calculado sem arredondamento e com IVA incluído.
2 - Os preços referidos no número anterior entram em vigor às 0 horas da quarta-feira imediatamente a seguir à sua fixação.
Artigo 3.º
Definição de Preço Europa
1 - O Preço Europa (PE) sem taxas para cada produto submetido ao regime de preços máximos de venda ao público é a média aritmética calculada no período de referência, em cada uma das semanas que o constituem, sendo cada um desses valores calculados da forma seguinte:
em que:
a) Pj é o preço antes de impostos para cada um dos países referidos na alínea c) do n.º 1 do artigo 1º, publicado semanalmente pela Direcção-Geral de Energia da Comissão Europeia, nas duas últimas publicações semanais anteriores à data de cálculo de PE;
b) Cj o consumo anual mais recente, em toneladas, em cada um dos países referidos;
c) n o número de países que formam o conjunto usado no cálculo de PE de cada produto.
2 - No cálculo de PE, os arredondamentos serão feitos ao nível do quinto algarismo à direita da vírgula.
Artigo 4.º
Custo de armazenamento obrigatório
Os custos de armazenamento e financeiros relativos à constituição e manutenção das reservas de segurança de petróleo, previstas no Decreto-Lei n.º 10/2001, de 23 de Janeiro, na sua redacção actual, são considerados para a formação do preço final ao consumidor, sendo este custo fixado por portaria do Ministério da Economia.
Artigo 5.º
Controlo da evolução do preço
1 - Para efeitos de controlo da evolução do preço dos combustíveis, são adoptadas as medidas anti-especulativas definidas nos números seguintes.
2 - É introduzido um factor de verificação para evitar distorções bruscas do preço, de modo a que o preço semanal, obtido pela aplicação do método de cálculo estabelecido nos artigos anteriores, não possa ser superior a 102% da média dos preços das duas semanas anteriores.
3 - O preço PE ajustado para efeitos do cálculo do preço final, tal como definido pelo artigo 3.º, é limitado segundo uma das fórmulas seguintes:
PE Corrigido = PE0, se PE0 for inferior a 102% de VAL3
ou
PE Corrigido = 1,02 (VAL3), se PE0 for superior a 102% de VAL3
em que:
a) PE Corrigido é o preço que resulta da correcção imposta;
b) VAL3 é a média das últimas três semanas da média do PE.
4 - A evolução dos preços é ainda comparada com um cabaz de preços para o cliente final nos países da zona euro, adoptando-se o seguinte procedimento:
a) O Ministério da Economia divulga publicamente, todas as semanas, a comparação entre o preço definido no mercado português e o do cabaz de preços;
b) A homologação pelo Ministério da Economia do preço final torna-se necessária sempre que o preço final obtido pelo cálculo anterior se desvie em mais de 2% do preço do cabaz calculado a partir dos preços dos países de referência.
Artigo 6.º
Liberdade de fixação de preços
É permitida a prática de preços inferiores aos estabelecidos pelas condições de mercado e pelas regras da presente lei, desde que sejam respeitadas as leis que definem as normas de concorrência ou outras aplicáveis.
Artigo 7.º
Obrigatoriedade de comunicação dos preços
1 - Os operadores comunicam à Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), semanalmente, até às 12 horas de cada sexta-feira, o preço médio semanal de venda praticado para cada produto, por concelho, por posto e por tipo de posto.
2 - Devem ser também comunicadas à DGEG as vendas anuais desses produtos, por concelho, por posto e por tipo de posto.
Artigo 8.º
Disposição revogatória
É revogada a Portaria nº 1423-F/2003 de 31 de Dezembro, dos Ministérios das Finanças e da Economia, que estabelece a liberalização dos preços de venda ao público dos combustíveis.
Artigo 9.º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor 15 dias após a sua publicação.
Assembleia da República, 19 de Julho de 2011.
As deputadas e os deputados do Bloco de Esquerda,
Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro
2. Conceito de assédio moral no trabalho
O fenómeno do assédio moral não é novo no mundo do trabalho. No entanto, o seu estudo é recente. A nível europeu, vários estudos existentes só surgiram a partir dos anos oitenta. De modo semelhante, a realização de conferências para abordarem este tema são igualmente um acontecimento recente. Isto revela um maior interesse pelo fenómeno.
O que é o assédio moral no trabalho? “É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e a éticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigidas a um ou mais subordinados, destabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego”
3. Perfil dos Assediadores
É ainda possível traçar o perfil dos assediadores, com base nos relatos feitos pelos trabalhadores, assim temos o:
4. Tipos e etapas do assédio moral
Dentro das organizações, do mundo do trabalho, encontramos diferentes tipos de assédio que ocorrem em vários níveis hierárquicos e com autores distintos.
O assédio vertical descendente é aquele que ocorre com maior frequência e do qual decorrem consequências mais graves, quer físicas, quer psicológicas, para o assediado. Isto porque é uma situação que se desenrola entre um subordinado e um superior hierárquico, o que aponta para uma relação de desigualdade. Daqui resulta que o subordinado se sinta isolado e tenha dificuldades em encontrar recursos para resistir ao assédio.
5. Etapas do “Mobbing”
atitudes levam a vítima a revoltar-se e a ser agressiva o que o abusador aproveita para justificar o seu comportamento abusador;
6. Consequências do assédio moral
“O assédio moral pode ter repercussões negativas difíceis de contabilizar. Pode originar na vítima danos irreversíveis e, em casos extremos, poderá, inclusivamente, levar ao cometimento de suicídio”.
7. Enquadramento legal
Constituição da República Portuguesa no seu Artigo 25º (Direito à integridade pessoal):
1. A integridade moral e física das pessoas é inviolável.
2. Ninguém pode ser torturado, nem submetido à tortura, nem a tratos ou penas cruéis, degradantes ou desumanos.
Podemos concluir, de acordo com Rocha Pacheco (2007: 271) que o “assédio moral, como figura jurídica, ancora-se no direito fundamental à integridade moral do trabalhador, enquanto pessoa, reconhecido e garantido pela Constituição da República Portuguesa”.
8. Conclusão
O assédio moral, no ambiente de trabalho, é tão antigo quanto o trabalho mas é um fenómeno que tem vindo a agravar-se nos últimos anos.
Em resumo, podemos constatar que o processo de assédio moral no trabalho gera custos económicos, sociais e de saúde pública que afectam em primeiro os indivíduos, as organizações e de forma geral a sociedade.
Fontes: http://www4.fe.uc.pt/fontes/trabalhos/20
Estando em consulta pública a renovação da licença ambiental para a empresa Luís Leal e Filhos, S.A., sita em Santo Estêvão, Santa Maria da Feira, freguesia de Arrifana e concelho da Santa Maria da Feira, com actividade no Tratamento, Transformação e Valorização de Subprodutos Animais (categoria 1 e 3), o Bloco de Esquerda vem pelo presente, e através de Eva Maria Braga da Silva (deputada municipal do BE em S. João da Madeira e em nome da concelhia do BE), Nuno Miguel Pinto Serrano (coordenador concelhio do Bloco em Santa Maria da Feira), manifestar a sua posição sobre a empresa e sobre a renovação da licença ambiental em questão.
1. Considerando que esta empresa, independentemente do que afirmam os seus administradores, já foi investigada e condenada ao pagamento de multas por descargas ilegais e poluição de linhas de água, nomeadamente da ribeira da Lage, e não dando garantias que estes episódios de poluição de linhas de água tenham sido ultrapassados;
2. Considerando que o odor pestilento que advém da sua laboração é um atentado à qualidade de vida dos munícipes dos concelhos de S. João da Madeira e de Santa Maria da Feira e que este é um dos principais problemas associados a esta empresa porque em certos dias torna insuportável o cheiro no ar;
3. Considerando que a empresa está obrigada a implementar, a todo o momento, as melhores técnicas disponíveis para minorar os efeitos ambientais consequência da sua laboração, e tendo em conta as dúvidas sobre o cumprimento deste requisito,
O Bloco de Esquerda recomenda que seja formada uma comissão independente composta por agentes políticos autarquias (representantes dos grupos municipais) das autarquias directamente afectadas e por agentes técnicos das Universidades de Aveiro e do Porto e da Agência Portuguesa do Ambiente. Esta Comissão deverá proceder de imediato e urgentemente a uma inspecção à empresa, onde se avaliará as emissões poluentes da empresa; a eficácia das técnicas, procedimentos e equipamentos instalados na empresa. Esta comissão deverá emitir um parecer sobre regras, equipamentos e técnicas que a empresa deve implementar obrigatoriamente, com vista à redução do seu impacto ambiental e na qualidade de vida das populações.
O Bloco de Esquerda considera que é imperativo encontrar uma nova localização para a empresa, para um local sem edificação habitacional e com um perímetro arborizado, servindo de zona de protecção verde, criando-se assim um filtro aos odores emanados pela actividade da fábrica.
Considerando ainda que a laboração desta empresa é importante, quer pela actividade que desempenha, quer pelos postos de trabalho directos e indirectos que representa, o BE acredita que tudo deve ser feito para que se conjuguem dois interesses essenciais: a continuação da laboração da empresa assim como o respeito pelo ambiente e pela qualidade de vida das pessoas, que tem sido altamente afectada principalmente pelos odores e descargas ilegais de provenientes desta empresa.
Assim, consideramos que são condições essenciais: a adopção de todas as medidas técnicas, recurso a todo o tipo de tecnologias e equipamentos possíveis de forma a minorar o impacto ambiental; bem como uma nova localização da empresa, onde a sua actividade não interfira na qualidade de vida das pessoas, respeitando-se um perímetro de não edificação, condição que não tem sido respeitada nos últimos anos pelas autarquias, o que só tem contribuído para agravar a dimensão do problema.
Aqui me têm como sou, dizendo aos que têm a generosidade de me ler o que me vai na alma. Não sou hipócrita nem cultivo falsos respeitos. Se vejo claro o que aí vem, por que insípida postura me iria escudar em convenientes benefícios de dúvida? Qual benefício para quem afirmou, com sorriso de leste a oeste, à espera dos aplausos da plateia, dar o seu “inteiro apoio à política educativa que tem vindo a ser seguida” e considerar “que é importante a prossecução e aprofundamento do trabalho que tem vindo a ser realizado”?
Esta é a segunda referência escrita que faço à actual ministra da Educação. A anterior já me valeu 3 mimos: inconveniente, radical e extremista. Assim seja. Sou inconveniente para os dissimulados e radical para os que se especializaram em protelar. Aceito o extremismo. Mas mais extremistas que eu são os que atacaram extremamente os professores, a escola pública e o ensino sério. E esses vão continuar, enquanto não se lhes responder de forma extremamente resoluta.
De Isabel Alçada conheciam-se meia centena de livros de fantasias para crianças. Mas nenhuma ideia expressa sobre Educação, para adulto ler. Hoje já temos 3 discursos políticos, bem recentes, e um quadro de comunicação não verbal, que só escapa aos incautos. Tudo visto, são discursos que revelaram uma organização de ideias confrangedora, recheados dos clichés repetidos ad nauseam durante os últimos 4 anos, medíocres do ponto de vista da semântica e da construção frásica, onde os erros de concordância surpreendem.
Ficou-lhe mal elogiar tanto o seu Plano Nacional de Leitura. Esse e o da Matemática. Os planos nacionais são expedientes a que se recorre quando as primeiras instâncias falham e não se sabe corrigir o que está mal. Custam muito dinheiro, jogado em cima do que já existe para obter os mesmos resultados. No caso da leitura, o plano sucedeu a anos a menosprezar o ensino do Português, a substituir os clássicos por panfletos de cordel e a tornar a gramática para crianças numa charada de linguistas. No que toca à Matemática, entregou-se a concepção e a execução do plano aos que tinham sido apontados como responsáveis pela situação que o mesmo se propunha corrigir. Sem mais! Esta é a sinopse do verdadeiro contexto de elogios ocos.
Ficou-lhe mal dizer que o Magalhães e o plano tecnológico nos tinham colocado na primeira linha do desenvolvimento. São tiques de deslumbramento terceiro-mundista, sem credibilidade, que minam o desejável recato de qualquer começo. Ficou-lhe mal a alusão encomiástica às novas oportunidades e ao ensino profissional. Os professores sabem que, descontadas poucas situações de funcionamento sério, uma e outra iniciativa são farsas e manipulações grosseiras das pessoas e das instituições. Ficou-lhe muito mal a protecção que deu à clausura das crianças na escola, de sol a sol, e a cobertura que não regateou à moderna escravização administrativa dos docentes. Foi-lhe desfavorável a versão, inverosímil, segundo a qual o convite e a aceitação surgiram momentos após a sua declaração pública em contrário e escassas horas antes do anúncio oficial. Aceitaram os que acreditam no Pai Natal. Numa palavra, fez o suficiente para que nenhum professor prudente acredite nela. Para início e em tão pouco tempo, pior seria difícil.
Não espanta que Isabel Alçada seja ministra sem anteriormente ter sentido necessidade de dizer o que pensa do sistema educativo. Sócrates pensará por ela. Lurdes Rodrigues já pensou por ela. Aliás, no fim da cerimónia de remodelação governamental, a agora ex-ministra foi profética quando sublinhou, repetidas vezes, com o cinismo que a caracteriza, a sua muita confiança no novo governo. Os mais atentos sabem que tem razão, porque Isabel Alçada não tem identidade política. Melosa e sorridente, foi alistada para continuar a contar histórias, agora aos professores. Da política tratará Sócrates, Silva Pereira, Santos Silva e Francisco Assis.
Fala-se muito no poder da Assembleia da República para corrigir os erros de política educativa da anterior legislatura. Mas desvaloriza-se, nessa fé, a circunstância de Sócrates não os reconhecer. Desvaloriza-se, nessa compreensível ânsia de sacudir um jugo de 4 anos, que uma coisa é a cavalgada fácil do descontentamento generalizado, para colher votos, outra é entender a importância estratégica da Educação. Como tal, a realidade mostra que os partidos, todos os partidos, a ignoram.
Imediatamente após ter sido indigitado primeiro-ministro, Sócrates assumiu, para espanto dos sensatos, que tanto lhe dava uma coligação com o PSD, como com o PCP, CDS ou BE. Revelou assim, sem delongas, a ideologia do PS que lidera e a manhosice que porá na navegação táctica que se segue. Na peugada, aliás, recordo-o para os de memória curta, de Soares e Guterres: o primeiro meteu rapidamente o socialismo na gaveta, para governar com o CDS; o segundo trocou sem rebuços a coerência política por umas fatias de queijo Limiano.
Com este pano de fundo, espera-nos uma aventura de curvas à direita e contra-curvas à esquerda. No primeiro cruzamento, podemos ser surpreendidos por um paradoxo: para suspender tacticamente um modelo de avaliação do desempenho que já não existe, reforçaremos estrategicamente um poder que se instala sob a nossa ingenuidade. Não me entendem? Estejam atentos aos próximos capítulos! Fonte: Público de 28(10/09
Santana Castilho
"Assunto: Actos de propaganda eleitoral, direccionados às eleições autárquicas, na véspera e no dia da eleição da Assembleia da República(...) Ora, a propaganda eleitoral envolve, nos termos do artigo 61º do mesmo diploma, toda a actividade que vise directa ou indirectamente promover candidaturas, seja dos candidatos, dos partidos políticos, dos titulares dos seus órgãos ou seus agentes ou de quaisquer outras pessoas. Trata-se, pois, de um conceito material, e não de um conceito subjectivamente determinado, que abrange actividades do mais diverso conteúdo e que, em última instância, são passíveis de influenciar, ainda que indirectamente, o eleitorado quanto ao sentido de voto. Nessa medida, qualquer acto de propaganda, dirigido ou não à eleição a realizar, pode perturbar a reflexão dos cidadãos eleitores e é causalmente adequado a alterar o seu comportamento nas urnas(...)
Continuação do texto...
"Assim, neste contexto tenho de referir que não concordo que o CD Arrifanense vá de mal a pior. Se este senhor acompanhasse o dia a dia do Clube saberia que o Clube se encontra bastante activo e num processo gradual de crescimento suportado por uma melhoria qualitativa das suas condições de trabalho. Este senhor à imagem de muitos outros arrifanenses insiste em fazer pouco e falar muito. Em relação à questão das dívidas, continua-se constantemente a falar delas sem se ter noção do seu valor, o que não me parece muito correcto. Emitir opiniões a coberto do anonimato permite dizer disparates sem ter necessidade de os assumir. Se este senhor é realmente um arrifanense descontente como diz que é, comece por demonstrar o seu bairrismo revelando seu número de sócio do CD Arrifanense.
Este senhor afirma também a dada altura que o Clube não tem jogadores suficientes para completar os seus plantéis. Mais uma inverdade, já que nos últimos anos em escalão algum o Arrifanense entrou em campo sem o número mínimo suficiente de jogadores para iniciar um jogo. Existem algumas dificuldades a esse nível que estão lentamente a ser colmatadas e são resultantes naturalmente da actual legislação desportiva que não permite a fixação dos jogadores até fazerem 14 anos. Faço notar ainda ( porque muita gente tem tendência para terem memória curta ) que esta situação é consequência da despersonalização e do abandono a que certas pessoas conduziram o Clube.
No parágrafo seguinte este arrifanense vem reforçar a ideia das dívidas ( será trauma? ), da falta de condições e do abandono massivo de atletas para clubes vizinhos. Mais uma vez, incorrecto. Quando quiser receber esclarecimentos e saber números faça o favor de se identificar. Em relação ao Clube fazer captações para todos os escalões o senhor esqueceu-se ou desconhece quiçá prepositadamente de mencionar, que esta situação é perfeitamente normal e também acontece nos tais grandes clubes vizinhos.
Sobre o debate na RCF apraz-me dizer apenas o seguinte. Aquilo que o Sr. David disse sobre o relvado sintéctico na passa de uma treta política dirigida a ingénuos. Passo a esclarecer. A FPF lançou um concurso através das Câmaras Municipais que visava a construção de uma espécie de " quintal sintéctico " e não de um verdadeiro relvado sintéctico com os devidos requisitos. Jamais e em ocasião alguma este tema foi abordado por alguém ligado à Junta de Freguesia.
Este senhor de seguida revela-se pasmado e de boca aberta. Pois é " meu amigo " sou obrigado a recomendar-lhe o fecho da dita, pois está a correr riscos de entrar alguma mosca. Se estivesse minimamente informado saberia que estes dirigentes têm desenvolvido um trabalho notável de recuperação da imagem, do Clube e das suas condições de trabalho. O trabalho que tem estado a ser desenvolvido visa também repôr a confiança e o respeito que este Clube merece. Desculpar-me-á se lhe disser que não está documentado para fazer qualquer tipo de afirmação sobre o Arrifanense, porque de facto revela um enorme desconhecimento da realidade por que passa o Clube.
Como se não bastasse todas estas ideias sem consistência, ainda resolve vir falar das velhas guardas do Clube, como se estivesse por dentro da sua realidade. Eu pergunto: Quem são as velhas guardas do Clube? Será capaz de responder? Se for capaz de responder acertadamente ganha sem dúvida um prémio. À questão do que será feito com os jovens do Clube eu respondo com outra pergunta. O que acontece com os jovens quando deixam de estudar?
Os comentários deste senhor terminam sugerindo a realização de uma reunião entre membros da Junta de Freguesia e as diversas direcções dos Clubes de Arrifana afim de se estabelecerem entendimentos. Definitivamente este senhor deve andar bastante distraido ou então não vive nesta terra. Se estivesse por dentro de certas sensibilidades locais não se daria certamente ao trabalho de sugerir estas " barbaridades ".
De forma particular, reafirmo que jamais permitirei que por respeito à verdade, ao Clube e aqueles que actualmente dão o seu melhor pelo Clube, que se tente desvalorizar aquilo que se tem vindo a fazer."
Carlos Rodrigues
( Presidente da CA do CDA )
EDUCAÇÃO
AMBIENTE
ACÇÃO SOCIAL
CULTURA, ASSOCIATIVISMO E JUVENTUDE
DESPORTO
COMUNIDADE
REDE VIÁRIA
INFRA-ESTRUTURAS
Santa Maria da Feira: Câmara vai aumentar vagas para os “Passeios da Minha Terra”
Mil pessoas por ano integram o programa de visitas históricas e culturais do município. Vagas vão ser reforçadas já este ano
A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira vai aumentar, ainda no corrente ano, o número de vagas disponíneis para a iniciativa “Passeios da Minha Terra”, que, nos últimos cinco anos, tem vindo a pôr os cidadãos seniores do município em contacto com o património histórico e cultural do concelho e, até, da região.
Roberto Carlos Reis, o coordenador desta actividade, sublinhou que a adesão verificada impõe, de facto, um aumento no número de participantes e também adiantou que, em 2010, o tema dos passeios poderá ser “a implantação da República”.
Registe-se que a iniciativa tem atraido, anualmente, mil seniores, destinado-se a pessoas com mais de 60 anos. Os interessados podem inscrever-se na respectiva junta de freguesia, mas também na Divisão de Acção Social da Câmara de Santa Maria da Feira e em IPSS (instituições particulares de solidariedade social) que frequentem ou da sua área de residência, desde que as mesmas estejam procoladas com a autarquia feirense para esse fim.
“Os passeios têm dois destinos diferentes”, referiu Roberto Carlos, tendo assinalado, que, no corrente ano, o tema são as Invasões Francesas, em função dos 200 anos decorridos desde o ataque das forças napoleónicas a Arrifana.
O responsável explicou que,
Ainda na vila, referencie-se o Monumento aos Mártires da Guerra Peninsular, a Capela de Santo Estêvão e “a casa da santinha de Arrifana”.
E o Porto tem sido, em 2009, o outro destino dos seniores feirenses, com destaque para a Fundação de Serralves, a Casa da Música e as caves da marca de Vinho do Porto Taylor, “assaltadas” há dois séculos pelo general gaulês Soult.
No imaginário portuense ligado às Invasões ocupam, também, lugar de destaque as “Alminhas da Ponte”, que assinalam o desastre da ponte das barcas – perante a aproximação do exército invasor uma multidão tentou chegar às margens de Gaia, tendo muitos perecido nas águas do Douro. “Os Passeios da Minha Terra” permitem uma partilha de saberes, recordar espaços anteriormente visitados e ficar a conhecer novos locais”, sublinhou Roberto Carlos Reis, que realçou, ainda, a importante contribuição desta actividade para “a preservação da história e da identidade cultural das Terras de Santa Maria”.
Alberto Oliveira e Silva
. posição do BE sobre a emp...
. O que não deviam ter feit...
. Programa da UPA Autárquic...
. Programa eleitoral do PS ...
. Programa PSD Autárquicas ...